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Noite de Natal (Especial) PDF  | Imprimir |
Era noite de natal e o moço estava sozinho, fechou a loja, despediu-se dos funcionários, não sem antes ter entregue um panetone a cada um deles. Era aquela loja uma nova empreitada e ele sentia, tinha convicção de que estaria em um bom negócio.
Estava apenas a três meses na cidade e além dos clientes da loja, conhecia os funcionários e mais ninguém. Sua família estava a quatrocentos quilômetros de  distância, a saudade sim, esta estava sempre presente..
Subiu para o mezanino onde morava e pela extensão da linha telefônica ligou aos seus familiares e para que eles não ficassem chateados com a sua solidão, mentiu dizendo que iria jantar com um amigo de Curitiba, cuja família morava ali em Ponta Grossa.
Inspirou-se em dizer esta mentirinha, porque naquela manhã recebera mesmo a visita de um antigo colega de pensão em Curitiba.
Este amigo estava cursando medicina e continuava morando na cidade onde se conheceram, mas sua mãe morava realmente em Ponta Grossa.
Não se passaram nem dez minutos e o telefone tocou. Era o rapaz daquela manhã, convidando para a ceia de natal em sua casa, pois só estavam ele e sua mãe, lembrando que o novato também estaria sozinho e não iria viajar. Feliz da vida por não passar o natal sozinho embrulhou uma lembrancinha para o amigo e outro para sua mãe.
A mentirinha que inventou para deixar sua família despreocupada, com a graça de Deus foi neutralizada.
Foi uma bela ceia e o calor da amizade com a benção de Deus preencheu a sua solidão.
Estar ali com aquela família foi gratificante e ao mesmo tempo reconfortante. Os anfitriões que não receberiam presentes, receberam os que ele levou, a amizade solidificou-se e vários encontros posteriores aconteceram.
Independente da questão religiosa, o espírito natalino é envolvente e humanizador. Carinho e amizade é coisa da qual nunca se esquece.
Feliz Natal e um Venturoso Ano Novo.
Angelo Batista,
Família e
Equipe...
25/12/2008
 




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